28 de ago. de 2011

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Os dois me fazem bem.
Sinto-os soltos e meus.
Sinto-os assim: aqui e ali.
Presentes ou ausentes.
E desfruto esse amor deixando o copo sempre meio cheio.
E nos raros momentos, transbordamos, eu, eles e os copos, celebrando aquele momento onde a vida se faz mais preciosa.
Assim, doce, rascante ou seco, não importa. O tempo é de degustar cada encontro.

16 de ago. de 2011

Om mani padme hum

"Muitos" são – ferramentas - num processo maior.
Acredito que tenho ao meu lado maleta cheia delas, onde encontro o espaço, tempo - alavanca para um processo duro, difícil, mas já possível.
O cansaço de momentos: pelo trabalho diário, manual *de transmutar* tantos sentimentos, dores, de situação que inicialmente me pareceu, também surreal – mostra sinal de mudança profunda e já há pequenas conquistas.
Poder sentir, elaborar, chorar, agradecer – SUBLIME.
Ter a sintonia, perceber e invocar o que minha alma precisa, é divino. Na verdade, a intervenção DE.
Portanto, entrego, confio, aceito e agradeço, ao UNIVERSO
a oportunidade de processar o processável entregue a este chão.
E sei que assim - faço - de toda a minha fragilidade fortaleza, e me reconstruo a partir de mim mesma: minha casa, uma bela casa.

15 de ago. de 2011



Hoje colhi a lua.
Coloquei-a aqui,
bem pertinho da minha janela
e adormeci em seus braços.

12 de ago. de 2011

Kundalini

Sinto.
Sinto-me.
E sentindo-me encontro você.
E aí não há tempo, há sintonia.
E percebo que a cor é MOVIMENTO.
A respiração leva, o corpo responde,
o ser se aconchega em si mesmo
e lá estou eu.
E ao abrir os olhos me vejo nos seus.
Fecho os meus.
Percebo-me, Percebo-te.
Estou em casa.