21 de jul. de 2026

Gosto mais das estreias

 


Outro dia me vi vivendo uma cena dos Jetsons, o desenho animado que eu tanto amava na infância. Logo eu, que comecei a carreira brigando com o papel carbono e rezando para não errar a última linha da lauda, estava ali: conversando com uma inteligência artificial para ajustar um texto.

Sorri.

Não porque a situação fosse engraçada. Porque ela dizia muito sobre a vida.

Passei mais de quarenta anos vendo a profissão mudar de pele. A máquina de escrever cedeu lugar ao computador. O fax virou lembrança. A internet aboliu a palavra “urgente”, porque tudo passou a ser urgente. O celular transformou qualquer lugar em redação. Agora – inteligência artificial.

E, curiosamente, nunca senti que estivesse perdendo alguma coisa. Sempre tive a sensação de estar ganhando. Talvez porque eu nunca tenha sido muito talentosa para cultivar saudades do que já cumpriu seu papel. Gosto das lembranças, mas gosto ainda mais das estreias.

Aprender algo novo me oxigena, me vitaliza e me surpreende a cada passo. Escolho esse movimento porque ele traz o frescor necessário para qualquer boa história. E as gargalhadas diante do incrédulo? Essas não têm preço, têm brilho nos olhos e muito tesão. Santa intimidade, Ia! (ainda vou te batizar).

E o que falar da curiosidade? Bela companheira!

A outra - a alegria. Aquela que escolhe permanecer mesmo quando o dia aperta, o prazo encurta e os problemas aparecem. Com o tempo descobri que a alegria é profundamente sábia. Ela relativiza o que merece ser relativizado, aproxima as pessoas e impede que a vida fique pesada além da conta.

A lida diária ainda me faz vibrar, criar, querer mais. As novas tecnologias são abraçadas.

Continuo escrevendo, editando, produzindo, dirigindo, fotografando... com o mesmo prazer de quem ouviu, durante anos, o som metálico das teclas de uma máquina de escrever. A diferença é que hoje, às vezes, esse texto nasce depois de uma conversa com uma inteligência artificial. (E que gente boa essa figura, bons duelos em análises e textos).

Não vejo contradição nenhuma nisso. A essência do ofício continua pedindo exatamente as mesmas coisas: curiosidade, sensibilidade, repertório e respeito pelas histórias. 

O resto é só o tempo fazendo o que sempre fez. Seguir em frente.

 

Tereza
66 anos de idade
43 como jornalista
Diretora de Criação do Grupo Coruja
Mãe, avó e de bem com a vida.
E...bora lá!

13 de jul. de 2026

13 de julho | Dia Mundial do Rock

 


Sabe aquela sensação de que o que se vive de muito bom se carrega na alma pelo resto da vida? É aquela famosa memória de pele que é acionada quando nos deparamos com os fragmentos de um momento especial. É paixão, e paixão tem dessas coisas. E assim foi em 1985, no primeiro Rock in Rio. Os jovens de ontem são os avós de hoje, já preparados para viver outra grande emoção.

Mas, se pararmos para pensar, o rock está de cabelos brancos mesmo: David Gilmour, Eric Clapton, Rolling Stones, Paul McCartney e tantos outros. E nada mais natural que, nesta 11ª edição em solo nacional, você veja sessentões e setentões de casaco de couro estacionando suas Harley-Davidsons. Na garupa, levam filhos e netos; na bagagem, a saudade e a lembrança daquele slogan histórico: "Por um mundo melhor". Forte e tão atual. O desejo de todos, de tantos, nos quatro cantos do planeta.

A programação deste ano é muito diferente daquela de 41 anos atrás. Mas a energia é rigorosamente a mesma. E para a turma mais antiguinha, como eu, há um presente logo na primeira semana, no feriado de 07 de setembro: as baladas de Elton John. O cara, no alto dos seus 79 anos, ainda levanta multidões por onde passa.

Até o dia 13 de setembro, a Cidade do Rock vai tremer, ferver, pulsar. A miscelânea musical vai misturar guitarra e agogô, trazendo: Foo Fighters, Rise Against, The Hives, Nova Twins, Capital Inicial, Dado Villa-Lobos, Hot Milk, Detonautas, Biquíni, Di Ferrero, Steve Angelo, Giu x Carola, Atkö, Cat Dealers, Avenged Sevenfold, Bring Me the Horizon, Machine Gun Kelly, Sepultura, Bad Omens, Poppy, Black Pantera, Nervosa, Malvada, Day Limns, James Hype, Volkoder, Camila Jun, Eli Iwasa, Victor Lou, Calvin Harris, Black Eyed Peas, Nelly, Barão Vermelho, Ne-Yo, Jota Quest, BaianaSystem, Calema, Meduza, Lola Young, Ivete Sangalo, Zara Larsson, Marina Sena, Céu, Liniker, Viviane Batidão, Carol Biazin, Joyce Alane, Dennis, Suel, Marvvila e muito mais gente boa que vai colocar na história da música mais um grande festival. Do Rio de Janeiro para o mundo.

E, como disse Cazuza, o tempo não para. Ele corre mesmo, e algumas vezes deixa o que é bom ainda melhor, com mais sabor. A maturidade tem dessas coisas. Veremos isso de perto naqueles meninos que subiram ao palco na histórica edição de 1985 e que marcarão presença também este ano: o Barão Vermelho. Com certeza, os grandes sucessos de outrora vão ecoar de novo, misturando passado e presente em uma linda homenagem ao nosso eterno poeta.

É o antigo com gosto de novo. Por mais clichê que seja, música não tem idade. E no Rock in Rio, nem a gente. 

U-huuuuuuu!

8 de jul. de 2026

O mundo é tão bão!

 


Hoje você completa quatro anos e desperta em mim o mais puro encantamento. Desejo que a vida continue sendo essa aventura linda que você enxerga em tudo. Que nunca lhe faltem esse jeito divertido, esse olhar explorador e o sorrisão que antecede as suas descobertas.

Todos os dias converso com Deus. Peço saúde para acompanhar os seus passos, embarcar nas suas brincadeiras, ouvir cada nova ideia e continuar me surpreendendo com a magia que permeia esse primeiro setênio. 

O mundo é bom — bão como refrão de música de Nando Reis!

Então, bora pedalar por aí, jogar bola e fotografar as belezas do caminho, exatamente como já fazemos hoje? E, quiçá, construir memórias eternas permeadas pelo amor doce e por aquela intimidade gentil que só neto e vó reconhecem.

Me sinto abençoada pelo sagrado, Pepê!

Feliz aniversário, meu menino “rapidão”.

Siga nessa toada linda e com Deus ao seu lado. Desejo que o Papai do Céu me conceda muitos e muitos anos para sentar ao chão com você, brincar, ler histórias, correr por aí e viver todas as aventuras que ainda estão por vir. Até chegar aquele dia inevitável de botar e tirar a vovó do sol.

Feliz aniversário, Pepê. Feliz vida!


A vida vale a pena. 

VÓ TT

#AmorDeVó #PepêFaz4 #NetoEVó #Aniversário #PrimeiroSetênio #Família #MemóriasAfetivas


28 de mai. de 2026

Da guitarra de 1985 à espera do piano de 2026

 


O som daquela guitarra ecoou no meu peito antes mesmo de chegar aos meus ouvidos. Era janeiro de 1985. Eu tinha 25 anos, os cabelos ao vento e os pés afundados na lama sagrada de Jacarepaguá. Quando o Queen soltou os primeiros acordes de Love of My Life, e a multidão iluminou a noite cantando em coro, eu entendi: a minha vida ganharia, a partir dali, uma trilha sonora oficial.

Quarenta anos se passaram como um solo rápido de bateria. Minha juventude dos 25 anos transformou-se em uma maturidade cheia de ritmo. Eu não faltei a nenhuma sinfonia desse espetáculo. Estava lá em 1991, pulando com o Guns N' Roses no Maracanã, sentindo a energia pura do rock pulsar nas minhas veias. Voltei em 2001, com o coração aberto "Por um Mundo Melhor", celebrando a paz sob o céu carioca.

Quando o festival voltou para casa em 2011, meu coração continuava no mesmo compasso, mas meu lugar já estava definido: longe da grade. Nunca fui de esmagar o peito no metal por um segundo de proximidade; prefiro o recuo da pista, onde o som respira e a percepção é maior. Dali, com espaço para dançar, vi a Cidade do Rock fincar bandeira na Barra da Tijuca, os palcos brotarem e o bom e velho rock dividir o oxigênio com o pop e o hip-hop. Percebi que a música, assim como eu, não estava envelhecendo, estava apenas mudando de pele.

Em 2024, celebrando os 40 anos dessa odisseia, olhei ao redor. Meus cabelos, hoje totalmente brancos, moldam meu rosto como uma moldura de sabedoria e vivacidade, mas os meus olhos guardavam exatamente o mesmo brilho daquela jovem de 1985.

O foco agora está no dia 7 de setembro de 2026. Sem clichês ou nostalgias baratas, a verdade é que Elton John decidiu esticar a estrada e tocar no Palco Mundo, e eu preciso ver o piano desse homem de perto mais uma vez. Quando o festival começar, estarei exatamente onde sempre estive: no meio da pista, com a cabeça branca se destacando no escuro, pronta para descobrir qual será a sensação de ouvir Rocket Man ecoar pelo Rio de Janeiro quarenta anos depois de chafurdar na lama, como gosto. Com muito gosto.

25 de mai. de 2026

Te abraço...

 



Não existem palavras capazes de preencher o vazio que a partida do Ronaldo deixa hoje. Mas, em meio ao silêncio dessa ausência, quero que você ouça o eco de tudo o que vocês construíram. O amor de vocês não foi apenas um sentimento; foi uma fundação, uma estrada sólida e generosa percorrida de mãos dadas.

Olhe para trás com orgulho da história que escreveram. Vocês plantaram sementes de bondade, respeito e união em solo fértil. Hoje, os frutos dessa jornada são reais, vivos e lindos. Nos filhos que vocês criaram e nos netos que agora correm pela casa, o Ronaldo continua presente. Ele vive no olhar deles, no tom de voz, nos gestos de carinho e na integridade que herdaram. Eles são o legado vivo de um homem que soube amar e ser amado.

Patrícia, o Ronaldo estará vivo no seu coração por toda a eternidade. Esse laço que vocês criaram é sagrado e nem mesmo o tempo ou a distância física podem desfazê-lo. Ele será sua memória mais doce, sua força silenciosa e o sorriso que surgirá em seu rosto quando você menos esperar.

Nos momentos em que a dor parecer um labirinto sem saída, lembre-se: Deus conhece todas as vielas da sua alma. Ele conhece cada curva do seu sofrimento e cada sombra do seu luto. Ele não a deixará caminhar sozinha. Ele será o seu cajado e o seu apoio para atravessar essa estrada tão difícil, transformando, aos poucos, a angústia em uma saudade serena.

Estou aqui conectada com você, hoje e sempre. 

Você é amada, ele foi gigante, e o amor de vocês é eterno.

Com todo o meu carinho.

TeTe




9 de jan. de 2026

Não fizemos nada e vivemos tudo.

 Resumindo é isso.


Uma pausa de 20 dias, todos no mesmo ninho, apenas com a vontade de estar, abraçar e reafirmar tantos amores. Tudo tão despretensioso e fantástico ao mesmo tempo.



Sabe aquela certeza, são e serão eternamente meus; e mesmo com a distância, os encontros mais raros a cada ano, revelam tamanha intimidade e proximidade, que transforma a saudade naquele breve momento da infância, quando chegavam da escola e eu dizia: morri de saudade a manhã inteira.

“Hahaha”, vou sempre morrer de saudade, em todas as manhãs (tardes, noites...) de minha existência.  




E os irmãos “brothers” – a mesma energia dos meninos de outrora, com a molequeira de sempre, total afeto, uma saudade apertada no peito... E eu - que ao observar de longe, fui tomada pelo encantamento de perceber esse AMOR transbordante. Sei que serão sempre porto um para outro. Celebro tamanha irmandade e mais uma vez AGRADEÇO.

E nesse balaio de afeto, as minhas noras, meninas que amo gigante e tenho muita gratidão pelas pessoas que são e representam na vida dos garotos, e os meninos na vida delas. Caminhada bonita, firme, mesmo nos tropeços e atribulações da existência. Eles se complementam, se apoiam e constroem juntos.

Apreciar os quatro juntos, com tanto carinho, alegria e união, é ação divina. Santo bem querer.



E aquele amor açucarado, mágico, intenso e que hoje me reabastece nessa vida corrida que tenho aos 66 anos? MEU NETO, três anos e meio, de uma lindeza ímpar, por dentro e por fora. É a cereja do bolo de minha jornada, é quem me confirma todos os dias – a vida presta... e como presta!


Mais um belo capítulo de minhas memórias e profunda gratidão de ter abstraído profundamente e mergulhado no meu ninho com minhas crias e as filhas que a vida me deu.

A minha história partida, com novos rumos, me revela que a estrada agora está sólida, não fora, mas dentro de mim. E ter os cinco com tanto pertencimento me faz sentir o que tenho e não o que falta. Aquela ausência tão presente ao longo do ano, que me faz rever fotos e colecionar lembranças, dá uma trégua e confirma o porquê de tanta saudade: vocês são preciosos demais!

Amo vocês! (com muita alegria)

PS: obrigada mãe, pelo seu ninho, ser a casa que abriga tantos. Te amo muito. 





















1 de out. de 2025

03 de outubro | Balaio de afeto

 

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Hoje é dia de celebrar a sua existência e todo o significado dessa irmandade. Geralmente trazemos todos para a baila, para a poesia: filhos, filha, noras, genro, neto, maridos e até ex.

Mas esse ano somos nós, nossa imagem ao longo de mais de 30 anos e quanto vivemos, acolhemos, cuidamos, brincamos e rimos muito.

Da comédia ao melodrama, produzimos todas as películas. Do inverno ao verão, vivenciamos cada estação. Do esoterismo à festa mundana, acendemos vela, dançamos com os orixás e nos jogamos na Praça Castro Alves. E não podemos esquecer da yoga, da antroposofia, de tantos cursos e tantos mergulhos na alma. Do carnaval ao Natal juntamos os nossos nesse balaio de afeto.

Você cuidou dos meus filhos, eu cuidei dos seus. Nossas famílias se misturaram e viraram uma só. E como toda família, com tropeços, mas com todo amor do mundo. Somos casa.

Dias de sol e de tempestades são capítulos da biografia de cada uma. Maré alta e baixa também. E seguimos...

Tricotamos à beça, falamos de tudo, ouvimos mais. E nessa linha do tempo, a cabelereira branca é apenas sinal que a vida segue como tem que ser.

Feliz aniversário, Leiloca. Amo você!

 


24 de set. de 2025

José Liberato, nossa vila

 




Parenta,


Ler você me transportou a essa rua, de tantos risos, luz e brincadeiras.

Ao fundo ouço, voz de mãe ou um “sutil” berro...?

-Entra criança, está na hora do banho!

E assim seguimos moldando o ser que somos. E assim seguimos, nos reconhecendo um no outro. E assim foi... tudo mudando.

E em mais um belo dia saímos para as calçadas sem perceber que aquele seria o último encontro. Meninos, meninas, um bando de irmão de vizinhança. Quanta traquinagem! Quantos namoricos! Quantas frutas tiradas do pé!

Ah, José Liberato, das pedras de paralelepípedo, das casas baixas, dos quintais do tamanho do mundo, das mães amigas, da vida que seguia devagar.

Não preciso citar nomes, quem aqui plantou suas raízes, hora ou outra aparece e o coração palpita no tom da saudade.

Quantos já se foram e ainda habitam em nós?

Muitos, tantos, eternizados...

Nostalgia aos borbotões, histórias que passamos para filhos, netos e uma saudade que arrebenta o peito.

Mas naquele minuto mágico, o Senhor Tempo nos faz meninas de novo e o abraço de hoje vem carregado de certezas, de amor e de gratidão.

Obrigada, José Liberato.

















10 de jun. de 2025

Danuse



E o encontro que não veio.

O abraço que não abraçou.

A vontade que ficou.

E choramos todas por esse amor. 


A se a gente soubesse. 

Que o tempo corria.

Que a dor urgia e a vida esgotou.


Mas de um jeito ou de outro, abraçamos você… nos abraçando. 

Choramos. 

Rimos de boa lembranças. 

E saímos com a certeza que você vive em cada uma de nós!

3 de fev. de 2025

4.02 | Nasceu meu caçula!

 

Ser sua mãe é puro encantamento e ter sido escolhida por você, é aprendizado para nós dois, filho.

Sabe aquela sensação: sempre soube? É isso - do menino, arteiro, esperto e sorrisão se tornou um homem determinado, forte, gentil e leve, com propósitos definidos, caminhos traçados e muito jogo de cintura.

E é nessa toada que segue. Hoje com a sua família linda - os mais belos encontros de vida: a Ju, o seu amor, que soma e multiplica com você, e o nosso Pepê. (Ser avó é um capítulo inteiro, mas hoje a narrativa é além, nascedouro, semente).

Filho, feliz ano novo, alegrias aos borbotões, abraços fortes, celebro sempre essa existência abençoada por Deus e bela como a natureza.

E nunca se esqueça: “se estivermos vigilantes, não passará um só dia sem que aconteça um milagre em nossas vidas.”

Te amo!



15 de out. de 2024

Como iguais


 O encontro que há e sempre existiu. Gestado no afeto, na alegria e tantas descobertas. 

O tempo é mágico. 

Aqui,  ambos crianças. Aqui a brincadeira nos faz iguais: menina e menino libertos nesse prazer. 

Mais chão pra frente, mais chão pra trás. 

E celebramos o Dia das Crianças como iguais.





 Aprendendo mais que ensinando.

E agradecendo.



 

#primeirosetenio #decimosetenio #omundoébom #fasedomestre

Te amo, Pepe. Amor de vó.

8 de jul. de 2024

Eu, vó 2. Mais APAIXONADA!

 



Celebro você desde que seus pais me contaram que estava a caminho. A partir daí, muito lero lero, muita conversa, muita oração para o seu anjo da guarda e quanta gratidão.

Ser avó tem um “q” de magia, encantamento e alegria perene. Enquanto você cresce, eu me sinto criança ao seu lado. Enquanto você cresce, meus cabelos brancos emolduram com suavidade essa relação sublime. E a sonoridade do “vó TT”!?! - Reverbera na alma.

E é tão  bommm, Pepê!

Dois anos de amor pleno. Aquele colorido, vibrante e que pulsa forte. Vamos pedalar, correr, brincar, vamos abraçar essa infância embalada pelo amor e o comprometimento de pais igualmente apaixonados. Escolheste bem, meu neto. Observar esse encontro de vocês três me dá aquela sensação de acalento e vontade soltar pipa.

“O mundo é bom” e que o seu primeiro setênio siga assim, com segurança, amor e se desenvolvendo de forma tão bela e saudável.

Parabéns a você, Ju; a você, Lipe ... por tanto.

Lindo ver esse debruçar sobre essa divina tarefa de educar com tanta entrega e alegria.

Meu amado, Pedro: muitas aventuras virão, muitas histórias serão narradas e vamos brincarrrrrr muitão!

Feliz aniversário, meu pititico!

10.07.2024 | 2 anos do Pedro!

 

 "A nossa mais elevada tarefa

deve ser a de formar seres humanos livres que sejam

capazes de, por si mesmos,

encontrar propósito e direção para suas vidas."

Rudolf Steiner


  







28 de jun. de 2024

8.3 e contando!

 



Daqui a pouco é o seu aniversário e a saudade anda viva, presente e me abraçando. Com certeza esse final de semana seria de celebração, mas será de oração.  Há quase três anos trocamos de lado, de estação e nos mantemos unidos.

Primeiro de julho, completaria 83 anos. Sigo contando, te amando e percebendo em mim um tanto de você. Te amo, pai, ao infinito e
além!

Caminhar

 

Além das belezas naturais, encontrei um ninho de aconchego, intimidade, solidificado no amor, respeito e admiração.

Em cada cantinho dessa casa, arte, botão em flor, propósito. E em um momento de perda, de dor, o amor se mostra ponte para essa travessia. Olhá-los e sentir que o caminho escolhido ecoa com a frase de John Muir: “o caminho mais límpido para adentrar o universo é através de uma floresta selvagem”.

E quantas florestas já ultrapassaram, quantas picadas foram feitas para abrir caminho? Muitas e seguem de mãos dadas, mais fortes do que ontem e mais unidos do que nunca.

Obrigada pelos dias, pelo carinho e pelo encontro.

Ah, já ia esquecendo: 

morro de orgulho, dos dois.



29 de abr. de 2024

Nosso quintal

 

Brincar no quintal sempre foi a grande aventura da infância, que se estendeu a outros jardins, bosques, matas e tantos setênios.

Da serra do sambê a caatinga,  cada pegada deixada por aí traz tenra memória.

Hoje afirmo e reafirmo - o verde me salva todos os dias. Fauna e flora são doses diárias de vida e sem contraindicação, mesmo quando esbarro com um jacarezão e tomo pito do filho. Certo ele. Atenção, vovó!

E esse lero lero todo é pra contar que apresentei meu quintal ao meu neto. No alto dos seus 21 meses, vimos garças, jacarés, micos, caminhamos na trilha, pedalamos, passeamos e aqueles olhinhos curiosos acenderam meu próprio olhar.

E aí o amor transborda ainda mais, reverbera, amplia o que já me parece imenso. 

E como é bom!!! 

E como agradeço a Deus a oportunidade!!!


Mais aventuras virão, meu Pepê! Sua avó tem muita coisa para lhe mostrar e muita história pra contar.

E saiba que na minha linha do tempo caminhar com você ao lado é pura magia e encantamento.  Gratidão por tanto, Ju e Lipe.

E que a sorte a minha!

 




10 de mai. de 2023

O tempo é o melhor mestre!

 


Ele chega, se instala e não pede licença.

Quando você percebe, aconteceu. E com uma espontaneidade difícil de se traduzir.

Assim hoje me deparo com a minha própria imagem e esse cabelo branco, tão lunar, me remete à uma serenidade na alma que é antítese da rotina diária.

Equilibrar esses dois mundos no mesmo ser talvez seja o meu maior aprendizado no momento.

Qual lição preciso tirar?

Como equacionar o que a vida prática exige com o que minha alma anseia?

Sigo observando. As vezes não entendo, mas sempre buscando a aceitação.

E quando pego meu neto colo, as sensações se materializam e confirmam  o que a alma vem soprando em meus sonhos: desacelera.

Mas aí...

Pausa.

A poesia se recolhe quando a manhã chega.

Bora lá, Tete!

 

10 de ago. de 2022

MÊS 1 DO PEDRO


 

30 dias de novas descobertas. E como é lindo aos 62 anos aprender tanto e amar de forma tão leve, solta, livre e fluída.

Venho descobrindo que ser avó é grande aventura e entender (e sentir) o tal pó de pirlimpimpim é sublime.

Esse amor me transporta para um universo mágico e colorido.

Que venham os lápis de cor, bola de gude e pipa. Por ora, cantiga de ninar, colinho quente, longas conversas silenciosas e a doce suavidade do nosso bebê que é santa benção para todos nós.

Gratidão, Ju e Lipe.

 

27 de jul. de 2022

Pedro

 

Pedro Oliveira Souza Brandi Dalmacio

 

Nome grande, forte, nome carregado de afeto e que nos emocionou. Primeiro ao seu Tio Pedro, que com ar de surpresa custou a assimilar a homenagem do irmão, seu pai.

E eu então, meu neto amado, fui tomada de tamanha alegria e ao processar essa homenagem - fui me comovendo conforme o cenário afetuoso se revelava. 

Na minha observação, via seu pai e seu tio, ainda meninos, crescendo, tecendo esse fio forte de amor que veio a ampará-los no momento que mais precisaram e assim será sempre.

Fato é, que senti muito orgulho desse amor dos meus filhos, dessa união, dessa irmandade visceral, dessa cumplicidade de vida e da alegria que carregam e se manifesta com tanta força quando se encontram.

Pedro, você é soma de tantos amores. Começando pela sua mãe, que gestou você com leveza, alegria, com um amor sublime que transbordava; e hoje com você no colo tudo isso foi elevado a potência máxima. Sinto por ela admiração, amor e tanta gratidão.

E o que dizer do seu pai, que ali, lado a lado, com sua mãe, vem aprendendo a ser o seu paizão. Como ele está feliz. Como ele exala esse amor e como anda sonado. (rs).

Pedro, neto meu, você mandou muito bem quando escolheu os seus pais. E seus pais foram inspirados pelo seu anjo da guarda quando definiram o seu nome. 

E eu, mais uma vez sou grata a Deus e ando rindo à toa com a sua chegada. 

Pedro, vai crescendo...

Eu, vou escrevendo e construindo também a nossa história.

beijo da vó Tete.


 


 

 

 

“ASSIM QUE A MULHER DESCOBRE QUE TERÁ UM FILHO,

UM SENTIMENTO SOLENE DESPERTA: O DE QUE A ELA

FOI DADA UMA TAREFA MUITO IMPORTANTE, DE QUE NELA

SE OPERA UMA VONTADE DIVINA. E ASSIM ELA SE ABRE EM

DEVOÇÃO A ESSE SER QUE ESTÁ POR VIR, RENUNCIA A SEUS

DESEJOS MUITAS VEZES, ABRE MÃO DE CONFORTOS E

VAIDADES. MAS, ANTES MESMO DESSE MOMENTO,

ANTES MESMO DA CONCEPÇÃO, A CRIANÇA JÁ EXISTIA

COMO INDIVÍDUO NO MUNDO ESPIRITUAL. NÃO ERA VISÍVEL

FISICAMENTE, MAS JÁ ESTAVA LÁ. DE ACORDO COM RUDOLF STEINER,

O CRIADOR DA ANTROPOSOFIA, PODE-SE DIZER QUE DA MESMA

MANEIRA QUE O PAI E A MÃE SE PREPARAM, AGUARDAM E SONHAM

COM A CHEGADA DESSA CRIANÇA, AQUELE ESPÍRITO TAMBÉM SE PREPAROU AO

ESCOLHER SEUS PAIS, OS QUE TORNARÃO POSSÍVEL SUA VINDA E ESTADIA AQUI NA TERRA.”

 

18 de jul. de 2022

Eu, vó!


 

 

A maternidade é divina, mas ser avó é puro encantamento.

É forte... e tão suave.

Ao longo da gravidez da Ju esse amor foi se instalando.

Antes de dormir conversava com você e assim foi ao longo dos meses. 

Contava história, falava sobre os pais que escolheu pra si (e que bela, escolha!!!...). Na beleza desse casal, da sintonia, da alegria que emoldura esse amor dos dois.

Enquanto você crescia no ventre da sua mãe, eu gestava esse sentimento tão feliz.

E você chegou, bebê.

10 de julho é a data desse nosso encontro físico, de colocá-lo no colo e ficar embebecida com esse primeiro toque.

Descrever esse momento é tentativa. Materializar tamanha ternura não é tarefa fácil, mas é mais amor. 

Na sopinha de letras, cantigas de ninar acordam memórias tão bem guardadas e aquele fiozinho vira cena e a linha do tempo dá o seu show na telona da minha existência. 

...Que belo filme, Dona Tereza! 

E onde foi mais custoso, se revela agora como oração atendida.

Ser avó é soma. É multiplicação. É o universo conspirando de forma sublime. É amor que rege, alimenta e regenera.

Ju e Lipe... que esse amor siga assim: bússola, norte e alimento. Nesse tripé - a força, a beleza e a unidade.

E esse belo menino... chama-se Pedro.

A escolha do nome, outro capítulo de puro afeto que ficará para outra narrativa. Mas já digo aqui, mais um precioso momento da minha biografia.

Gracias a la vida!