13 de jul. de 2026

13 de julho | Dia Mundial do Rock

 


Sabe aquela sensação de que o que se vive de muito bom se carrega na alma pelo resto da vida? É aquela famosa memória de pele que é acionada quando nos deparamos com os fragmentos de um momento especial. É paixão, e paixão tem dessas coisas. E assim foi em 1985, no primeiro Rock in Rio. Os jovens de ontem são os avós de hoje, já preparados para viver outra grande emoção.

Mas, se pararmos para pensar, o rock está de cabelos brancos mesmo: David Gilmour, Eric Clapton, Rolling Stones, Paul McCartney e tantos outros. E nada mais natural que, nesta 11ª edição em solo nacional, você veja sessentões e setentões de casaco de couro estacionando suas Harley-Davidsons. Na garupa, levam filhos e netos; na bagagem, a saudade e a lembrança daquele slogan histórico: "Por um mundo melhor". Forte e tão atual. O desejo de todos, de tantos, nos quatro cantos do planeta.

A programação deste ano é muito diferente daquela de 41 anos atrás. Mas a energia é rigorosamente a mesma. E para a turma mais antiguinha, como eu, há um presente logo na primeira semana, no feriado de 07 de setembro: as baladas de Elton John. O cara, no alto dos seus 79 anos, ainda levanta multidões por onde passa.

Até o dia 13 de setembro, a Cidade do Rock vai tremer, ferver, pulsar. A miscelânea musical vai misturar guitarra e agogô, trazendo: Foo Fighters, Rise Against, The Hives, Nova Twins, Capital Inicial, Dado Villa-Lobos, Hot Milk, Detonautas, Biquíni, Di Ferrero, Steve Angelo, Giu x Carola, Atkö, Cat Dealers, Avenged Sevenfold, Bring Me the Horizon, Machine Gun Kelly, Sepultura, Bad Omens, Poppy, Black Pantera, Nervosa, Malvada, Day Limns, James Hype, Volkoder, Camila Jun, Eli Iwasa, Victor Lou, Calvin Harris, Black Eyed Peas, Nelly, Barão Vermelho, Ne-Yo, Jota Quest, BaianaSystem, Calema, Meduza, Lola Young, Ivete Sangalo, Zara Larsson, Marina Sena, Céu, Liniker, Viviane Batidão, Carol Biazin, Joyce Alane, Dennis, Suel, Marvvila e muito mais gente boa que vai colocar na história da música mais um grande festival. Do Rio de Janeiro para o mundo.

E, como disse Cazuza, o tempo não para. Ele corre mesmo, e algumas vezes deixa o que é bom ainda melhor, com mais sabor. A maturidade tem dessas coisas. Veremos isso de perto naqueles meninos que subiram ao palco na histórica edição de 1985 e que marcarão presença também este ano: o Barão Vermelho. Com certeza, os grandes sucessos de outrora vão ecoar de novo, misturando passado e presente em uma linda homenagem ao nosso eterno poeta.

É o antigo com gosto de novo. Por mais clichê que seja, música não tem idade. E no Rock in Rio, nem a gente. 

U-huuuuuuu!