10 de out. de 2026

Há 47 anos, eu estava lá.




Cursava o primeiro semestre da faculdade de Jornalismo. Tinha diante de mim um mundo a descobrir e, nas ruas da Cinelândia, um país que lutava por liberdade, anistia e democracia.


Talvez eu ainda não soubesse o quanto aquela experiência marcaria a minha formação. Mas a história estava ali, diante dos meus olhos — feita de gente, de vozes, de coragem e da esperança de um Brasil diferente.


Hoje, ao olhar para essa fotografia, reencontro aquela jovem estudante. E me surpreendo ao perceber que, apesar de tantas décadas, alguma coisa permanece intacta: a energia, a indignação diante das injustiças e a vontade de participar.


Continuo acreditando na força das ruas, na mobilização coletiva e na coragem de quem não se conforma. E me reconheço, hoje, com a mesma gana de me juntar à juventude que ocupa as ruas para enfrentar o fascismo e defender a democracia.


O tempo passou. Eu mudei, o país mudou, o mundo mudou. Mas não perdi a vontade de estar presente quando a história exige posicionamento.