Da Vinci tinha razão. E nesse molho forçado que me encontro, arrisquei por 540 metros e aquela voz sussurrou: - Ainda não Tete. Volta!
Voltei e percebi que pedalar sempre foi prazer, alegria e nas horas pesadas, bálsamo. Talvez por isso tenha arriscado.
Colocar a mochila nas costas, pedalar e passarinhar por aí, é quase um gozo. Bom pra c….!
Mas cá estou, cuidando para acelerar novamente. Em repouso pra pedalar daqui a pouco . Focada na cura para no próximo instante poder focar onde mais quero e tomar aquele banho de mato.
Tem um poema de Goethe que me abraça muito nos momentos de perrengues e olha que ultimamente tem sido muitos: perdas viscerais de pessoas que amo, o corpo gritou e adoeceu.
Mas como sou azeitada na alegria e no prazer de viver sei que a essa mata escura e fechada é também necessária e de repente luz e sombra se completam. Uma não vive sem outra. Sigamos!
“Duas graças há no respirar: inspirar o ar e dele se livrar.
Inspirar constrange, expirar liberta. Tão lindo é feito da
vida uma mescla. Agradece a Deus quando ele te aperta,
e agradece de novo quando te liberta.”
Goethe

