1 de abr. de 2014

Meu canto, meu encanto




Tive que colocar tudo abaixo.

Faxinar cada gaveta. Virar do avesso, também a alma.

Joguei tudo fora. Primeiro os objetos. Em seguida, os registros.

Queimei mais que papel e fotos.

Dia após dia. Semana após semana. Meses. Anos.

História conhecida, narrada de tantas formas, com total clareza.

Perdas? Inúmeras.

Dores?  Nossa!!!!!!!

Conquistas... absurdamente muitas.

E o gato de rua ganhou estrada.

A mala, bagagem de décadas, está limpa, mas não vazia.

No fundo dela, o construído, o amor vivido, as crias abençoadas, o melhor de nós dois.

E a cor...voltou. 

Primeiro em mim mesma e foi tingindo o ambiente, colorindo meu quintal, interno e externo.

Celebro hoje a mim mesma.

Sinto orgulho, da construção.

E sinto também, de forma única, um sentimento novo: encantamento.

Quantas vezes precisei fazer do menos - mais

E não bastou.

Tentei mais. 

Fiz o menos - mínimo

E hoje transbordo.

Melhor que a sensação de encantamento, é a do agradecimento.

Obrigada!

Estou de volta. E a companhia é ótima.







12 de mar. de 2014

Capitão da sua nau




 Você chegou ao meio de um tsunami. Meu navio, a deriva: sem rumo, sem plano de viagem, sem destino. 
A tripulação havia abandonado o navio e fincado ancora em outros portos. 
Um bravo marinheiro resistia ao meu lado, mas já contaminado por tanta água que engolirá. 
A sua chegada, pra ele, foi troca de turno, pq ele nunca abandonou essa embarcação.  É um bravo marinheiro.

Assim, eu sem leme, você chega e segura a minha mão.

Por meses dividimos a mesma cama. Eu chorava baixinho para não perturbar o seu sono. Você, grande que é, se encolhia no canto, para abrir espaço: acreditando que aquela dor pudesse repousar.

E esse marujo, novato, foi a grande motivação para eu sair da cama todos os dias. Para arrumar todo convés, procurar águas mais calmas, colocar a boia na mesa.

Como foi difícil, para ambos. Como foi enriquecedor, para ambos.

Meus bravos marinheiros
Enquanto o velho Almirante e o seu Imediato questionavam a chegada do novo marujo naquela tempestade, o capitão tinha certeza: há (e haverá)  lugar pra ele sempre, desde o primeiro colo.


Eu, totalmente perdida dentro de mim. Você, totalmente perdido, na cidade.

E nessa confusão geral o AMOR nos conduziu. 
O RESPEITO nos guiou. 
A CUMPLICIDADE silenciosa estendeu a mão. 
O CUIDADO, bilateral se instalou. Ora pra um, ora pra outro.

Quantas vezes saí do minha catarse para pegar você no ponto final do ônibus? Santa terapia.

O tempo passou e todo nosso encontro de vida, desde a barriga do “imediato” virou ponte sólida. Nela atravessei para mim mesma. Nela você ganhou rua, ganhou mundo.

Vi o novato marujo, CRESCER. Aquele garoto tímido e inseguro deu lugar ao homem. O corpo encurvado, alongou-se e nesse processo, tudo ganhou nova forma.

O lay out é outro. Mais despojado, mas real com o ser que mora aí. As descobertas: inúmeras.

Aqui você se fez macho. Aqui você abandou a escolinha e tornou-se universitário, na maior grandeza da palavra.

Aqui você imprimiu a sua marca. A sua qualidade de gente. A sua beleza do ser. 
Como te admiro, querido. Como amo você. O sentimento é de mãe. Mãe galinha também.

E nesse desabrochar profundo, reconheci sempre em ti, o melhor do seu Almirante e o melhor do seu Imediato. 
Você traz em si, a força do Petit e a sensibilidade da Leiloca.

Não podemos esquecer-nos dos entreveros. Dos tantos incêndios na casa de máquina. Mas em  cada um deles, crescemos.

E hoje vejo-o com o seu próprio navio, leme firme na mão, procurando novos mares. Apesar da tristeza que trago agora, morro de orgulho de você ter ser tornado capitão da sua própria NAU, mestre do seu DESTINO.


E finalizo com a ordem do dia desse navio: Eu, Tereza, mãe adjunta do Rafa, decreto: essa casa é sua, filho. Cada vez que desembarcar aqui, a mãe vai estar de braços abertos para receber aquele, que se tornou o meu caçula e o capitão da sua própria embarcação.





24 de fev. de 2014

...

Sei que nada sei. E nesse não saber, me encontro.

Encontro respostas para perguntas não feitas. 
Há uma acomodação interna, brisa serena, necessidade aflorada do gentil. 

Uma companhia permanente me guia, me aponta caminho, da estrada desconhecida, mas com tão gosto de casa.

A dualidade aparente é ilusória. A conexão se fez, não nos estudos, mas nas entranhas.
Na ação. 
E...: o corpo recebeu, cicatrizou, a alma  acolheu e o ser percebe novo olhar, para a sua própria essência.

Chegar. Cheguei?

Como AINDA nada sei, me lanço, com determinação, mas sem urgência. 
Com disciplina, mas sem autoritarismo ou ditadura interna. 
Não há tempo para mesmice, mas a ampulheta cumpre a sua sina, do tempo no tempo certo.

Folha em branco sou, com cores e nuances  presentes, prontas a colorir lodo, cinza, de um rio, outrora cristalino.

A clareza é bússola. Há uma liberdade interna absoluta, imperceptível para o olhar de fora. Um conforto acolhedor.

Se há sede? Sim. Há.

Vivenciar esse meu eu, percorrendo labirintos, enfrentando abismos e corredeiras. 
Trabalhar. Estudar.  Embriagar-me nessa luminosidade que já percebo em lampejos, principalmente nos dias mais sombreados.

Não sou morna. Não sou isso ou aquilo, sendo SIM - isso e aquilo - TAMBÉM.

Sou fogo, sou água. Sou terra, sou ar.

EU SOU.

Sou eu: sombra e luz. Hora - suave como lamparina. Hora - neon incandescente. 

E cá estou: sem promessas, pronta para me lançar na maior aventura da minha vida. 

Onde isso vai dar? O tempo dirá.


A jornada começou.


S. G., há encontros já tão traçados,
que a alma reconhece como morada.
Agradeço, a mais profunda descoberta
“do meu nada sei”.
T. 24.02.2014

16 de fev. de 2014

A estrada continua...

Tantas rotas.
Tantos avessos.
Setas. Siga. Vire. Volte. Pare. Ande.

E lá no fundo o coração, sua bússola, silenciosa.

Plena observação. O ir e vir se faz caminho e aponta novos.
... e quando a porteira se avista, está ali, diante de ti, toma-se outra estrada.

Tantas rotas.
Tantos avessos.
Setas. Siga. Vire. Volte. Pare. Ande.

A repetição necessária dá lugar a quilômetros. Hora de percorrer, sem pressa de chegar.
Não se perde o caminho, mas se constrói uma estrada mais clara, limpa, transparente, gentil, própria.

E depois tantos ir e vir, se revela o que a alma já conhecia. Se o caminho tem coração, siga.


12 de fev. de 2014

Essa casa abriga sonhos...


Sonhos de meninos e meninas.
Sonhos de quem ganha o mundo, abraça o seu destino e escreve a sua história.


Eu estive lá...

E encontrei brilho nos olhos, gargalhada solta, riso franco e uma vontade determinante de fazer acontecer.

Há quem fale mais.
Há quem olha de longe.

Há quem desenhe uma caminhada cheia de curvas, sobressaltos e solavancos.

Linda. Própria de quem ama a aventura e está pronta para tomar vento no rosto e chuva na cabeça.

Em comum, o desejo supremo e absoluto de ser feliz. De sair do modelo padrão, de fazer o menos mais – sempre.

Lindos. Jovens. Talentosos.

Ferramenta múltipla em prol do bem estar de todos.

Arquitetos, produtores,  músicos...

Acredito no projeto. Confio na escolha. Vibro com cada coração, num compasso novo, cheio de descoberta e ação.

Trago um pouco de cada um. 
Impregnada estou da minha própria natureza “tão adolescente” que encontrou ressonância em tudo que vi, ouvi e abracei.

Ah, para fechar esse grande encontro, a bela, Mel.

Informo a essa comunidade, o pouso será frequente. 
Mas prometo: aviso a hora do desembarque.

Beijo,  minhas crianças!



2 de nov. de 2013

Lililiu!!!


Filha (também) minha

Que a distância seja medida em quilômetros em não em afastamento. 

...Que todo caminho percorrido, mantenha o calor do abraço de menina, o riso farto da molequeira, a irmandade construída ao longo dos anos.

Do meu colo – até a mala que está prestes a descer a escada, quanta coisa vivemos. 

A menina deu lugar a uma mulher que começa a aprender a andar sozinha. Ela sabe o que quer, e se confunde ainda nesse querer. Mas o processo é BONITO. REAL. ÚNICO. 

São estações. 

Ensaios. 

Mas o voo solo não pode mais ser adiado.

Nós, apenas podemos torcer, olhar de longe e estar sempre de braços abertos para acolhê-la.

...E o que disse a Lipe no dia que saiu daqui, digo a você. Com o mesmo amor, a mesma certeza e comprometimento.

Vai. Volta. Entra. Saia. 

Mas nunca perca o caminho de casa. Por que essa será sempre a sua morada.

Te amo, Lica

E isso é o “sangue” que corre nas nossas veias ancestrais, de reencontros possíveis. Da nossa família nas estrelas.

Você tem um pai só, mas duas mães. 

E é um privilégio dividir isso, nesse tempo, nessa hora, nessa vida.

Te amo, filha. Em casa, esperando você, para ajudar a arrumar essas malas.
Vamos fazer isso com alegria, em festa, pq assim é e sempre foi.

Não se esqueça que nós nos escolhemos. E esse laço será sempre permanente.
Sou a única madrinha que presenteou com um "ratinho", mas quanto significado.



Ainda, menina (lembra?!?)




Nossa colcha de retalhos!!! Indivisível!



21 de out. de 2013

Tia Godinha

Você partiu sem deixar aviso, e mais uma vez o “familião” foi pego de surpresa. Entre o espanto e o desejo de acolhermos uns aos outros, a força da sua passagem.

E não poderia ser diferente, a sua presença, a sua vitalidade, leituras e questionamentos, ali estavam: PRESENTES.

Fico imaginando o seu toc toc à porta: quanta gente que te ama para te receber. Acredito que Tia Soninha passou a frente de todos, mas Tia Marly gritou de lá: “Reginaaaa!”.

As irmãs estão juntas, e nós, aqui, querendo entender esse levante sem aviso prévio.

Tia “Godinha”, como dizia a Maira, fica na paz. As orações são muitas, e o amor, maior ainda.
Estamos tristes, mas bem.

Estamos juntos, misturados, embolados, mais amorosos do que nunca uns com os outros. Cuidadosos com o todo, e com o que temos de mais precioso: essa união, sem hora marcada.

E pode ter certeza: vamos nos ver mais, abraçar mais e rir muito. Sentados à varanda da nossa matriarca, as lembranças irão invadir o encontro. Lindas histórias, engraçadas, divertidas. E assim se fará a imortalidade.

Vocês de um lado, nós de outro. Permanentente juntos, na saudade, na oração.
“Familião”
 19 e outubro de 2013.


20 de ago. de 2013

...



Travei aqui...
Nem pra lá.
Nem para cá.
Empaquei.
Fecho os olhos na esperança 
de não balançar.


Ledo engano: sou árvore e não estátua.

Hoje o vento que me sacode, não acaricia, mas corta.

(uma forma de dizer que a cirurgia dói pra cara... na hora de mudar de posição. aff)

23 de jul. de 2013

b a r b u l e t a ...

A transparência revela o que está para eclodir. Falta pouco e a proximidade me faz olhar para o caminho percorrido. Assim entendo todo processo e onde ele culminou. A sensação é de redenção. É de fechamento. É de virada de página.
Mas...
Precisei perder muito para me encontrar. Vixeeee!!!
- Clichê. Frase de efeito. Mentira absoluta.
 

Perdi sim, mas de uma forma totalmente “Alice de ser”. Não senti, não vi e quando dei por mim, estava sozinha para apagar a luz. Mais um clichê - mas esse é verdadeiro.

E nessa escuridão fiquei. Por um instante, totalmente imóvel, sem saber se tinha porta ou janela.
Engatinhei dentro da confusão, da gritaria... e nesse desespero interno  – S I L E N C I E I.
Tomei a contra mão.
Me recolhi, como se esperasse a tempestade passar. Mas a chuva não era de verão.
Afoguei na dor. E da minha fragilidade fiz fortaleza.
Bebi muita água. Não tinha nada a dizer a ninguém. Não tinha perguntas ou respostas rondando-me. Tinha certezas, quase absolutas: a perda é imensa, a desconstrução total, não sei que caminho tomar.
E não saber, foi a solução ou não, vai se saber. Mas conduziu-me.
E nessa condução despi-me, analisei - da trepada ao desfecho.
Sempre soube que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Mas também nunca fui muito padrão, um conceito “Tereza” de ser, posso colocar assim.
E não entendia. Mas também não me cabia mais.
Aquela célula forte, dividiu-se e enfraqueceu, por um momento.

Foi necessário entrar num casulo, cada um no seu, individualizar para poder manter o encontro de uma vida. Uns voltaram mais rápido, outros ainda precisam do isolamento... cada um no seu tempo.
- E nessa leitura até aqui...essa mesmo que seu olho vê... se está esperando aquele desfecho final feliz - uma borboleta florescente saindo do casulo...
-Lamento, é borboleta, mas a bichinha tá em outro compasso.
Mas calma...Voltemos a narrativa.
 
 A buraqueira foi grande e hoje a “misturança” me define bem mais. E como!  
Bom. Há cerca de vinte dias passei por uma cirurgia. Um procedimento simples, inicialmente, que se tornou uma cirurgia de grande porte.
Dor absoluta. Medo extremo. Insegurança.
Já em casa percebi que esse momento era ponto final, não de minha vida, mas DAQUELA vida.
Uma morte iminente.
Renasci. Ressuscitei. Sei lá.
Mas cá estou, com a legítima sensação que todo sofrimento físico cicatrizou uma alma tão mutilada, ferida, maltratada.
E essa cura - que precisou machucar a carne - cicatriza...
Não há euforia, há um aconchego íntimo, meu, indivisível...
O raio da perninha da barboleta ainda tá presa no casulo, mas é para o corpo se reabilitar.
Mas já da pra dizer: galera, estou de volta.
Ou não, vai se saber. hehehehehe
 
 

8 de jul. de 2013

Tons de cinza

No meio da dor * o encanto.
 
Encanto* de sentir assim.
 
A limitação presente - me torna alpinista de muralhas que transponho.
 
O mergulho na mais profunda cachoeira,  que me afoga na água forte, me coloca no meu lugar presente.
 
Banco de madeira. Chuveiro a cima. Pés ao chão.
 
O estar só, mas junto.
 
O olhar que me diz, siga.
 
A voz que sussurra, você pode.
 
Eu acredito. Acreditando, agradeço.

Assim, deslizo no meu próprio caminhar.

Os códigos da intimidade me definem e me traduzem.
 
Busco nesse registro a construção de casa sólida.
 
E percebo que aqui, olhando fora. Espiando dentro. A cor abre picadas que se desnuda no tom da minha vida.
 

Aquarela que está em mim, no mais pálido cinza da hora. 
 
Mas é apenas da hora.

19 de jun. de 2013

Casa nossa

Das Diretas Já (entre 1983-1984), passando pelos Caras Pintadas (1992), e o olhando para esse  Brasil que está nas ruas agora, percebo que o que me mobilizou há mais trinta anos, está latente agora, com a mesma energia e força. Falo do que vi e vivi.
É aquele sentimento que impulsiona. É patriotismo sim, mas não o dá pátria de chuteiras: é do amor ao país que não foge à luta. O Brasil -  da paz, formado por uma legião de guerreiros.
Um Brasil, bonito de ver.
Um Brasil apartidário, forte, desejoso do simples, daquilo que aprendemos em casa - com a mãe da gente: não roubar, não matar, não enganar, não mentir, não julgar...
Ser honesto, trabalhador, produtivo, proativo, amigo, irmão, gente!
Respeitando crenças, credos, diferenças.
Nem esquerda. Nem direita. Nem direita. Nem esquerda.
Mas um país - com todos os ensinamentos que recebi de meus pais e passei para os meus filhos.
E é urgente. Estamos naquela crise doméstica, que não dá mais para adiar: é hora de arrumar a casa.
E essa casa se chama Brasil.

7 de jun. de 2013

Festa no céu

Você partiu.

Lamentei.

Voltei no tempo.

Lembrei de cada ano que vivi com você.

Ri, gargalhei... ainda chorando - recordei tantas histórias.

Santa adolescência essa que passei ao seu lado.

E cá entre nós, às vezes acho que ela ainda me abraça, no alto dos meus 53 anos.

No meio do seu velório, minha tia: fizemos aquela – saída pela direita. (rs)

Mas sei que já sabe disso, nos espiava do alto.

E com essa certeza imaginei a sua chegada.

Quanta gente linda...

Mas antes da grande festa... vem cá: lembra que uma vez falamos que na entrada do céu teria um cinzeiro, um maço de charm e um cafezinho. Encontrou isso tudo aí?

Não precisa me contar agora. Até por que pretendo levar mais algumas décadas por aqui. 

E curiosidade não é tanta. Aff!

...Assim, fico cá com minha imaginação: vovô, Tia Soninha, Carlinhos... quanta conversa pra colocar em dia, hein?!? Abraços demorados, lágrimas felizes, beijo doce.

Também posso esperar por tudo isso. Fica o registro.

Ah! Enquanto ficava embaixo daquele manto de flores, nós, os seus... fizemos um trato. Cada um no seu quadrado e na sua hora.

Nada de furar fila. Nada de gente apressadinha passando na frente do outro.

Eu cedo a minha vez.

Mas isso também não pode. Portanto, as regras: quem foi - vem buscar o outro, na ordem cronológica.

Vai ter aquele momento de “furdunço”.

Já pensou Calu guiando Eda?

A bichinha vai levar uma eternidade pra receber a festa dela.

E Virgílio mostrando o caminho pra Iran? Não vai ficar uma pomba da paz viva.

Eu, tô bem. Terei Eda na caminhada. Ou chegaremos rindo muito ou colocando metros de papo em dia.

No final, tia, nada muito diferente daqui.

Mas brincando, chorando agora, abraço você e confesso: já tô morrendo de saudade.

29 de abr. de 2013

...


Em 21.04.2011 |  A vida tem dessas coisas, de repente uma onda gigante varre os castelos que julgava eternos. Remove a terra, vira literalmente de pernas para o ar.
E você sabe que a mudança é a saída: e muda, muda, muda aqui, muda ali. Refaz, respira, se joga, confia.
Mas no meio de todo esse processo, meio escravo de Jó, que tira e bota, você percebe a serenidade, o colo doce, o abraço quentinho, asas de anjo – DIRIA.
Ele te pega pela mão, e acompanha; e ampara; e protege; e se faz anjo.

E aí, agradeço ao universo, sentindo-me privilegiada, por receber sem pedir, por ter onde chegar, arriar as malas, pousar com tanto esmero.” 


Em 15.04.2012 “Você me mostrou o quanto é possível  colher o belo enquanto a dor é plantada.
Você é aprendizado, é carinho, é cuidado. 
Obrigada, querido, por mais esse colo!” 


*********





Hoje acordei pensando em você e fui buscar um pouco do que escrevi. Por um momento o pensamento foi: ai, você não sai do lugar, Tereza.
Mas essa fração pequena - ABARCADA por outra sensação, tão mais forte, tão mais verdadeira.

Você, Luiz Antônio, é que não sai do lugar.

Está presente, fincado, naquele espaço único, vital, de acolhimento, proteção, apoio e confiança.

COMO ADMIRO O QUE ÉS, como agradeço a sua permanência em mim. Como desejo você nesse lugar, onde sei que JAMAIS ESTAREI SOZINHA NOVAMENTE.
Luiz, também o meu cuidador.

Como tudo seria mais difícil sem você, meu tão amado amigo, irmão, “nosso marido”, sim. (...que me perdoe a Doutora).

Agradeço o colo farto, o olhar generoso, o sorriso doce...

Você é mais: homem-menino, menino-moleque, ancião no saber.

Adorei estar. Amei celebrar. E já aguardo o momento de reunir essa família das estrelas, que é cada dia mais casa de todos nós.
Feliz aniversário, feliz vida sempre. É uma honra tê-lo ao meu lado.

Obrigada.



29.04.2013